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Cientistas colocaram o cérebro de um verme em um robô e funcionou



Tem de “San Junipero”, um dos episódios mais aclamados da série “Black Mirror”, a imortalidade tecnológica, com o upload de cérebro em supercomputadores, é perseguida na ficção científica há muito tempo. Agora, porém, de acordo com a revista Smithsonian, cientistas conseguiram fazer algo muito próximo disso ao implantar com sucesso o cérebro de uma minhoca em um robô de peças de Lego.

Criadores da inteligência artificial não sabem por que ela toma suas decisões

Ainda que os avanços tecnológicos – e discussões éticas – necessários para realizar o mesmo em humanos ainda estejam muito distantes de nós, o feito dos pesquisadores é impressionante. Em 2014, um coletivo chamado OpenWorm mapeou todas as conexões entre os 302 neurônios do verme Caenorhabditis elegans e conseguiu fazer uma simulação em um software. O C. elegans é um pequeno nematódeo que foi extensivamente estudado na história e, como resultado, conhecemos todos os seus genes e sistema nervoso.

Este incrível robô espreme o coração dentro do corpo humano para manter o sangue circulando

O objetivo final do projeto é reproduzir completamente o ser vivo como um organismo virtual – e o implante do cérebro simulado no robô é o primeiro passo. O robô tem as mesmas partes que o verme: um sensor de sonar que atua como um nariz e motores que substituem os neurônios motores do verme em cada lado do seu corpo. Sem nenhuma instrução, o cérebro virtual do C. elegans controlou e moveu o robô.

Segundo Lucy Black, do portal I Programmer, os membros do OpenWorm afirmam que o robô se comportou de maneira semelhante aos C. elegans observados. “A estimulação do nariz parou o movimento para a frente. Ao tocar os sensores de toque anteriores e posteriores, o robô move-se para a frente e para trás de acordo [com o contato]. Estimular o sensor de alimentos fez com o que o robô avançasse”, escreve.

Empresa russa cria robôs autônomos que podem matar por conta própria

Um dos criadores do projeto, Timothy Busbice, postou em seu canal no YouTube um vídeo do robô se movendo usando apenas a simulação do cérebro do C. elegans:

A simulação ainda não é perfeita. Os pesquisadores precisaram, por exemplo, simplificar os processos que fazem com que um neurônio dispare. Mesmo assim, o robô pode se mover, parar antes de bater em algo e fazer a volta usando nada mais do que uma rede de conexões que imita o cérebro de um verme. [Smithsonian]


Fonte: Hype Science
Postado por geniussolucoes@educador.art.br em 12/12/17 17:32:27

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Cientistas curam bebês nascidos sem sistema imunológico com terapia genética



Uma equipe de pesquisadores e médicos do St. Jude Children's Reseach Hospital, nos Estados Unidos, conseguiu usar terapia genética para curar uma doença hereditária que faz com que bebês nasçam sem sistema imunológico. Os resultados preliminares do estudo mostram que, dos sete bebês que participaram do teste, seis deles já podem ter vidas normais.

O sistema imunológico é o conjunto de células e tecidos do corpo responsável por prevenir doenças. Sem ele, os pacientes têm uma facilidade extrema de contrair doenças e infecções. Por isso, os bebês com essa doença precisam passar a infância em um ambiente altamente isolado contra germes, ganhando por isso o apelido de "bebês-bolha".

A doença

Mais especificamente, a doença que afetava os bebês se chamava alinfocitose, ou imunodeficiência combinada grave ligada ao cromossomo X (XSCID, na sigla em inglês). Ela ocorre em aproximadamente um de cada 54 mil nascimentos nos Estados Unidos, afeta sobretudo meninos, e geralmente mata-os antes de que eles completem dois anos de idade.

Segundo o Engadget, atualmente o melhor tratamento que existe contra esse problema é um transplante de células-tronco. O procedimento, no entanto, é extremamente complicado. Ele exige que os pacientes encontrem um doador compatível, que geralmente é um parente. Mas menos de 20% dos bebês com esse problema têm um parente compatível, e precisam contar com a sorte para achar um doador dentre a população em geral. E mesmo entre os que recebem esse tratamento, cerca de 30% morrem antes de completar 10 anos.

A nova cura

Para contornar esse problema, os pesquisadores criaram um lentivírus (vírus de incubação lenta) que, em vez de levar doenças, leva uma cópia normal do gene IL2RG - o gene cujo mal funcionamento gera o problema. Os pesquisadores misturam esse vírus com células-tronco retiradas da medula óssea dos pacientes - todos eles bebês com idades entre 2 e 13 meses - para gerar células-tronco saudáveis.

Inusitadamente, o lentivírus usado pelos pesquisadores é uma versão modificada do vírus da AIDS. Em entrevista ao site Health Day, o diretor de hematologia experimental do hospital, Brian Sorrentino, disse que o vírus foi escolhido por sua capacidade de evoluir naturalmente para infectar células humanas. "Estamos cooptando essa propriedade para nossos próprios objetivos", disse.

Em seguida, os bebês recebem uma dose extremamente controlada de quimioterapia, para eliminar de seus corpos as células com a doença. Finalmente, as células saudáveis criadas com o auxílio do vírus que carregava o gene normal são reinseridas nos pacientes, substituindo as células "doentes" que eles tinham antes.

Resultados

De acordo com o Health Day, seis dos sete pacientes que passaram pelo tratamento já puderam sair do hospital e estão vivendo vidas normais com suas famílias. O último paciente, que passou pelo tratamento há pouco mais de seis semanas, ainda está no hospital pediátrico para que os médicos possam acompanhar a reconstrução de seu sistema imunológico.

Fora isso, o vírus parece ter um efeito positivo permanente nos pacientes. Em alguns casos, mais de 60% das células-tronco nas medulas dos bebês já têm o gene corrigido que foi introduzido pelo vírus. Isso significa que eles não precisarão refazer o tratamento: basta que ele seja feito no começo de suas vidas para que a doença não os incomode mais.

"Cercamente, ainda precisamos de mais tempo para acompanhar os pacientes", disse Sorrentino, "mas com base no que estamos observando neste primeiro momento, achamos que há uma boa chance de tratar-se de uma cura permanente", concluiu. Mais especificamente, os pesquisadores precisam ver se os bebês não demonstram efeitos colaterais causados pela terapia, e se o tratamento é suficiente para permitir que eles consigam receber vacinas.


Fonte: Olhar Digital
Postado por geniussolucoes@educador.art.br em 11/12/17 15:12:21

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Facebook está destruindo a sociedade, diz antigo executivo da empresa



O Facebook é enorme e possui mais de 2 bilhões de usuários, então não é surpreendente pensar que ele influencia muito a vida do mundo quase inteiro. Um antigo executivo da rede social acredita que essa influencia está longe de ser positiva - e ele não é o primeiro ex-Facebook a criticar as transformações causadas pela empresa na sociedade.

Chamath Palihapitiya entrou no Facebook em 2007 e ajudou na construção do império de Mark Zuckerberg ocupando o cargo de vice-presidente de crescimento de usuários. Palihapitiya deixou a empresa em 2011 e acredita que, nos seis anos seguintes, o crescimento do Facebook se tornou um problema para a sociedade.

"Eu acho que criamos ferramentas que estão destruindo o tecido social de como a sociedade funciona", atacou em uma palestrapara estudantes da Universidade de Stanford. Palihapitiya não se refere especificamente a casos como os anúncios russos que influenciaram as eleições presidenciais dos EUA, e nem sobre como as notícias falsas se espalham com facilidade pela rede social.

A crítica dele se concentra na forma como o Facebook funciona - a busca constante de curtidas para as pessoas se sentirem bem. "Não há discursos civil, não há cooperação; há desinformação. E esse não é um problema americano - não é sobre anúncios russos. É um problema global," continuou.

Palihapitiya vê o Facebook como uma boa ferramenta para pessoas má intencionadas, que podem usá-lo para manipular opinião pública. Ele diz que seus filhos não estão autorizados a entrar na rede social.

O Facebook não foi o único alvo do executivo, que também criticou o Vale do Silício como um todo. Ele acredita que investidores jogam dinheiro em "empresas idiotas e inúteis" e deixam de lado problemas reais do mundo, como saúde e mudança climática.

Não é a primeira vez que um ex-funcionário do Facebook critica o poder excessivo que a rede social construiu com o passar dos anos. Um antigo gerente de produto do Facebook, Antonio Garcia-Martinez, escreveu um livro explicando como o Facebook mente sobre a capacidade de influenciar pessoas com base nos dados coletados sobre ela. Já o investidor Sean Parker disse recentemente que o Facebook "explora uma vulnerabilidade na psicologia humana", e por isso ganhou tanta força.


Fonte: Olhar Digital
Postado por geniussolucoes@educador.art.br em 11/12/17 14:57:35

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Bolsonaro faz alerta contra ‘invasão chinesa’ no Brasil



O pré-candidato à Presidência nas eleições de 2018 e hoje deputado federal Jair Bolsonaro usou as redes sociais neste domingo para fazer um alerta sobre uma suposta invasão chinesa no agronegócio brasileiro.

“(A) China assume controle de 20% do mercado de sementes de milho no Brasil”, escreveu Bolsonaro em sua conta no Twitter, em referência à conclusão da venda da unidade de sementes de milho que pertencia à multinacional americana Dow AgroSciences para o fundo chinês Citic Agri. Essa participação de mercado citada pelo deputado coloca a nova empresa, chamada de LP Sementes, em terceiro lugar no segmento nacional.

O político complementou dizendo que “o país está perdendo o controle da produção primária e da sua própria segurança alimentar”. Por fim, no mesmo tuíte, ele urgiu: “É preciso estabelecer limites legais, urgentes e propositalmente não utilizados nesta área”.

As aquisições de grupos chineses no Brasil são um dos temas preferidos do deputado federal pelo Partido Social Cristão (PSC-RJ). Bolsonaro, que adota um discurso nacionalista, já afirmou em ocasiões anteriores que é a favor da privatização da Petrobras, desde que não seja para uma empresa chinesa.

O Citic Agri Fund foi criado em 2016 pela chinesa Citic Agriculture, que faz parte de um dos maiores conglomerados industriais chineses, a Citic, em parceria com investidores privados do país asiático. Os ativos adquiridos pelo fundo geraram uma receita estimada em quase 1 bilhão de reais no ano passado.

A Dow AgroSciences colocou a sua unidade de sementes de milho no Brasil à venda para cumprir com exigências das autoridades regulatórias nacionais para que a sua fusão com a também americana DuPont fosse aprovada.


Fonte: Veja
Postado por geniussolucoes@educador.art.br em 11/12/17 14:53:29

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Acupuntura no estudo do câncer reúne o debate sobre a técnica controversa



Um dos maiores ensaios clínicos sempre que a acupuntura pode aliviar a dor em pacientes com câncer reiniciou um debate sobre o papel desta técnica contestada no tratamento do câncer.

Os oncologistas que realizaram um teste de acupuntura real e simulada em 226 mulheres em 11 centros de câncer diferentes nos Estados Unidos dizem que seus resultados - apresentados em 7 de dezembro no Colotite de câncer de mama San Antonio no Texas - concluem que o tratamento reduz significativamente a dor nas mulheres que recebem terapia hormonal para câncer de mama. Eles sugerem que poderia ajudar os pacientes a manter tratamentos de câncer salva vidas, potencialmente melhorando as taxas de sobrevivência. Mas os céticos dizem que é quase impossível realizar ensaios de acupuntura completamente curvados em dupla ocultação.

O interesse pela acupuntura cresceu por causa das preocupações com o uso de medicamentos de alívio da dor com opióides, que podem ter efeitos colaterais desagradáveis e são extremamente aditivos. Muitos centros de câncer nos Estados Unidos, portanto, oferecem terapias complementares para o alívio da dor. Quase 90% dos centros de câncer designados pelo Instituto Nacional do Câncer dos EUA sugerem que os pacientes tentam a acupuntura e apenas mais de 70% o oferecem como tratamento para efeitos colaterais 1 . Isso horroriza os céticos como Steven Novella, um neurologista da Faculdade de Medicina da Universidade de Yale e fundador do blog Science-Based Medicine . A acupuntura não tem base científica, diz ele; recomendando que seja "dizer aos pacientes que a magia funciona". 

Mas Dawn Hershman, oncologista do Centro Médico da Universidade de Columbia, em Nova York, decidiu investigar se a acupuntura poderia ajudar a reduzir a dor causada pelos inibidores da aromatase, um dos tratamentos mais comumente utilizados para o câncer de mama. Essas drogas diminuem os níveis de estrogênio e, quando tomadas durante cinco a dez anos, reduzem o risco de o câncer se repetir. Mas eles causam efeitos colaterais, especialmente a dor semelhante à artrite, o que pode fazer com que até metade das mulheres tomem a medicação de forma irregular, ou para parar de tomar completamente. 

Alívio significativo

Depois de um pequeno teste na Columbia mostraram resultados positivos 2 , Hershman e seus colegas conduziram um maior. As 226 mulheres foram colocadas em um dos três grupos: um que recebeu acupuntura; outro que obteve um tratamento simulado em que as agulhas foram inseridas em pontos de não acupuntura, menos profundamente na pele; e um terceiro que não recebeu tratamento. Os pesquisadores treinaram os acupuntores para oferecer tratamentos consistentes 3 . As mulheres foram convidadas a registrar seus níveis de dor.

Após um curso de tratamento de seis semanas, a "pior dor" no grupo de acupuntura verdadeira foi aproximadamente um ponto menor em uma escala de zero a dez do que nos grupos de falsificação ou sem tratamento. Este é um efeito estatisticamente significativo e maior do que é visto com alternativas como a duloxetina, um antidepressivo usado para ajudar a reduzir a dor em pessoas com câncer 4Enquanto isso, a porcentagem de participantes cuja dor melhorou em pelo menos dois pontos (que Hershman descreve como uma mudança "clinicamente significativa") quase duplicou, de cerca de 30% em ambos os grupos de controle para 58% no grupo de acupuntura verdadeira. Ao contrário da duloxetina, os benefícios persistiram após o curso de acupuntura ter terminado. Hershman conclui que a acupuntura é uma "alternativa razoável" aos medicamentos prescritos, como duloxetina ou opiáceos, nenhum dos quais faz parte deste estudo.

Rollin Gallagher, diretor de pesquisa em políticas de dor na Universidade da Pensilvânia na Filadélfia, e editor-chefe da revista Pain Medicine , congratula-se com o julgamento. "Estes são metodologistas cuidadosos", diz ele. "Há evidências moderadas a boas em ensaios clínicos para a acupuntura agora, e esta é outra contribuição". 

Efeito placebo?

Mas os céticos criticaram a pesquisa. Independentemente de quão rigoroso o julgamento foi em outros aspectos, os acupuntores sabiam se estavam entregando um tratamento real ou falso, diz Edzard Ernst, professor emérito de medicina complementar na Universidade de Exeter, no Reino Unido. Isso poderia ter influenciado a forma como os destinatários responderam , diz ele. "Temo que este seja mais um teste, sugerindo que a acupuntura é um" placebo teatral "."

Mas Jun Mao, chefe de medicina integrativa no Memorial Sloan Kettering Cancer Center, em Nova York, diz que os ensaios de acupuntura, como Hershman's, são melhor cegos do que estudos de abordagens como cuidados paliativos, terapia comportamental cognitiva ou exercício, nos quais os participantes inevitavelmente sabem que tratamento eles estão recebendo. Os céticos "aceitam prontamente os resultados de testes desses campos, mas eles fazem um caso especial contra a acupuntura", diz ele. "Não é justo usar esse único argumento para desligar todo o campo". 

Gallagher diz que muitos estudos sugerem que a acupuntura desencadeia alterações neurofisiológicas relevantes para a dor, nas condições da síndrome do túnel do carpo à fibromialgia 5 . Integrando a acupuntura no atendimento médico geral, em vez de terceirizar-lo para acupuntores independentes, e talvez não regulamentados, minimiza o risco de autoridade de empréstimo para profissionais não-científicos, diz ele. "É por isso que precisamos trazê-lo".   

Para Hershman, as preocupações dos céticos correm o risco de perder de vista o que é melhor para os pacientes. "Dizer que algo que é farmacológico é melhor, quando provoca toxicidades horríveis, também é problemático", diz ela. Com a acupuntura, "tentamos fazer o estudo mais rigoroso possível. No final do dia, se ele mantém alguém em sua medicação ou melhora a qualidade de sua vida, então vale a pena. "


Fonte: Nature
Postado por geniussolucoes@educador.art.br em 11/12/17 14:46:11

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