Notícia - A importância da educação socioemocional na adolescência
 Psicologia Acessível Publicou uma notícia no dia:09/07/18 14:53:49

A importância da educação socioemocional na adolescência



Estudos mostram que o desenvolvimento das competências socioemocionais ajuda as pessoas a serem mais felizes, ter sucesso profissional e conviver melhor em sociedade.

A adolescência é uma fase de grandes transformações: corporais, hormonais, psicológicas, sociais… Ou seja, é uma revolução na vida de todo ser humano! Trata-se de uma grande transição da infância para a vida adulta, o que requer grandes adaptações. Segundo estudos atuais da neurociência, essa fase vai dos 10 aos 24 anos e trata-se do momento de se diferenciar dos pais, consolidar sua autoestima e seu autoconceito, desabrochar da sexualidade, escolher a carreira, entre outros desafios. E as competências socioemocionais são ferramentas essenciais para os jovens lidarem consigo, com as pessoas e com o mundo! Você já ouviu falar sobre isso?

As competências socioemocionais (sociais + emocionais) são conhecidas como um conjunto de habilidades, valores e comportamentos para lidar com as próprias emoções, se relacionar com os outros, alcançar objetivos e metas de vida e tomar decisões com responsabilidade. Entre elas estão: autoconhecimento, autorregulação, empatia, sociabilidade, colaboração, resiliência, respeito à diversidade, liderança, tomada de decisão e resolução de problemas. Elas são utilizadas diariamente em diversas situações da vida e fazem parte do desenvolvimento e da formação integral de todo ser humano.

Estudos mostram que o desenvolvimento das competências socioemocionais ajuda as pessoas a serem mais felizes, ter sucesso profissional e conviver melhor em sociedade. Uma pesquisa realizada pelo Casel (Collaborative for Academic, Social and Emotional Learning), por exemplo, que reuniu diversos pesquisadores ao redor do mundo, em 2011, para avaliar o impacto de programas de habilidades socioemocionais na vida de 270 mil estudantes, constatou que boas práticas incidiram não só na diminuição da possibilidade de surgimento de transtornos psiquiátricos, como também na melhora em média de 11% no desempenho acadêmico, além de vontade de aprender coisas novas, maior comprometimento escolar e diminuição do bullying.

Por se tratar de um ser social por essência, o homem precisa desenvolver as habilidades sociais e emocionais para viver em sociedade, construindo relações mais saudáveis. E a família e a escola têm um papel muito importante em todo esse processo, podendo ajudar o adolescente de hoje a ser uma pessoa incrível e um valorizado profissional no futuro.

Muitas pessoas pensam que essas habilidades são inatas, mas já está comprovado que elas podem ser desenvolvidas, treinadas e aperfeiçoadas ao longo da vida. Por isso, as escolas já estão ensinando, através de programas de educação socioemocional.

Já a família pode ajudar a criança a desenvolver suas habilidades socioemocionais de diversas maneiras, como conversando com ela sobre seus sentimentos, emoções e comportamentos, com a intenção de mostrar as possíveis consequências de cada uma de suas atitudes; dando exemplo, pois boa parte dos traços psicológicos e comportamentais assimilados na fase infanto-juvenil se dá por meio da observação e imitação, entre outros.